Marcelo Emerson


26/05/2007


SONHO DE NOIVOS

 

Sonhavam casar. De fato, não posso deixar de mencionar a empatia que sentiam um pelo outro. E narro assim não porque outrora faltou amor, não, não é isso. É que de fato formavam um belo par. Um casal firme, cúmplice, concreto, uma espécie de Bonie e Claide do pós-modernismo.

Conheceram-se e começaram a namorar ainda na escola. Jovens, bonitos, chamavam a atenção. O namoro durou 11 meses, depois, apressados pelo desejo veio o noivado. A paixão que a principio era física, ou para os especialistas no assunto (o que não é meu caso), simples atração, logo se transformou em algo maior, sublime, um tesão hipérbole. Daqueles que nos fazem gozar pelo simples olhar, por uma boa conversa, pelo intelecto sedutor do amado.

Noivaram sem planos, talvez por isso a fase mais demorada: dois anos. Ao longo da relação foram se ajeitando. Um empréstimo aqui, um enxoval ali, alguns padrinhos extras. A coisa ia bem.

Se num primeiro momento a relação evoluiu como, aparentemente, deveria ser, logo encontraram um no outro a possibilidade de satisfazerem um sonho em comum: o casamento. E não poderia ser qualquer casamento. Teria todo o luxo e beleza a que tinham direito.

Já não se viam como namorados, noivos ou amantes, agora eram amigos, escala sublime de um relacionamento. Não transavam, raras vezes se beijavam ou andavam de mãos dadas. Tudo era diferente, agora tinham planos, um sonho.

Passavam madrugadas calculando, imaginando os apetrechos da festa, alternando os nomes dos padrinhos, contando o número dos convidados. Ele, no auge do desejo, vendeu o carro; ela trancou a faculdade. Faltaria pouco dali por diante.

Juntaram o suficiente para uma grande festa, com todas honras e polpas, o vestido longo, a cartola dele, um bolo enorme e a lua de mel. Ah, a lua de mel. Pensaram em tudo, agendaram férias nos serviços, adiantaram compromissos extras e tudo que se possa se imaginar.

A quem diga (e eu acredito) que depois de agendarem a data, com o padre e no cartório, deram um longo beijo (de língua), digno de cinema e que no dia seguinte até flores ela ganhou.

Por via de dúvidas, ele, sempre cauteloso, havia pedido suas férias para uma semana antes do casamento. Estava felicíssimo com a vida e o sonho, que agora tinha data e local para acontecer.

Resolveu que dois dias antes do casório não mais a veria, até “a grande hora” (como se referia ao casamento), só para aumentar a expectativa e que na véspera pagaria uma grande “cervejada” para os amigos. Assim o fez. Pagou para os colegas, brincou, gargalhou, só não bebeu, mal parecia aquele homem preocupado e frio de meses atrás. Para um amigo mais próximo até confessou: “Sou o homem mais feliz do mundo”.

Na volta, passando pela linha amarela, foi atingido por uma bala perdida, na cabeça. Morreu na hora.

No enterro a noiva chorou com vestido, véu e grinalda.

 

Marcelo Emerson

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Escrito por marcelo.emerson às 10h14
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23/05/2007


UM OLHAR

 

É com pessimismo que enxergo a névoa ludibriosa envolvendo-se sobre a verdade dos noticiários. Como Winston Smith (personagem do livro 1984 de George Orwell) deparo-me frente à demagógica e imponente face do Grande Irmão em todos meus atos. Compreendo agora o quão baixa soa minha voz sob as solas de Kane.

Independentemente do meio pelo qual a comunicação possa se manifestar é característica inerente a ela a parcialidade persuasiva daquele que à media. Ou seja, ainda que fosse o comunicador, seja por natureza acadêmica ou formação intelectual isolada, dotado de ética louvável, custa-me crer na possibilidade de se fazer ouvir sua voz. Afinal, por trás de um emissor de notícias, de prestador de serviço social, há sempre (ou quase) uma empresa e a necessidade de defesa dos interesses capitais da mesma.

Sobrepor o topo hierárquico dos controladores da mídia e suas imposições sem duvida é uma tarefa árdua e em alguns casos até utópica.

Restando ao estudante, futuro comunicólogo graduado o compromisso de promover teorias críticas sobre o trabalho apresentado. Não basta apenas levar a informação é de sumária importância que o receptor possa encontrar maneiras de raciocinar a propósito do que está vendo.

Mais do que uma reforma nos meios de comunicação e por conseqüência naqueles que detêm, ou deveria deter, responsabilidades éticas, é necessário uma reformulação nos valores pessoais daqueles que antes de tudo são os principais elementos de abastecimento da máquina comunicativa: o receptor, leitor, telespectador, etc. A valorização da cultura, assim como o enriquecimento intelectual da nação é de responsabilidade governamental, mas em grande parte esta deficiência presente está relacionada à negligência e conformismo da mesma massa vitimada. Nesse cenário o comunicador tem papel fundamental no ato de modular a ótica crítica da sociedade, estimulando-a e forçando-a a permanecer num estado permanente de progressão.

Desta forma, creio na manifestação da comunicação social como um meio de elevação de caráter, uma necessidade de cunho humanitário, um conhecimento imprescindível na luta contra a desigualdade social e intelectual. Não apenas como uma simples distinção profissional.

Como disse George Orwell: “não é nos fazendo ouvir, mas permanecendo são de mente é que preservaremos a herança humana”.

 

Marcelo Emerson

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Escrito por marcelo.emerson às 21h52
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16/05/2007


Berrante digital

 

    Mostra-se cada vez mais evidente o poder de influência da televisão em nossa sociedade.                 Não obstante o fato de ser o veículo de comunicação de massa mais abrangente devemos considerar relevâncias como a necessidade de inclusão social em que as pessoas vêem-se pressionadas a conquistar e a elevadíssima carga de conhecimentos gerais, ou seja, de mundo exterior, de culturas, de acontecimentos, a que nos proporciona.

    Numa era em que a exclusão social aparece como um dos graves problemas a serem superados, a televisão consolida-se como elemento fixo no cotidiano dos brasileiros, seja ele rico ou pobre. Claro que mesmo nesse meio comunicativo, há ramificações mais elitizadas que outras, programações que adentram lares economicamente sustentáveis (prioridade dos canais a cabo). Mas, de uma maneira geral, aquilo que a alta sociedade assiste é o mesmo que a baixa se considerarmos o elo de atração que há em ambas pela televisão aberta. Sendo a televisão “observadora” desse fenômeno social, coube a ela determinar as diretrizes comportamentais de um grupo já dependente de suas fórmulas.

    Dado determinado momento da história, o homem que até então era tido como matéria-prima para segmentações televisivas, passa a ter a própria televisão como base para seu comportamento. Ou seja, a partir do momento que a sociedade passa a ser regida por tal meio comunicativo, o cidadão comum, independente de sua classe, passa a necessitar de uma inclusão social aos moldes da mídia. Se levarmos em conta que o grande alvo das grades de programações são os melhores economicamente, fica fácil entender e aceitar que o restante (menos favorecidos) tome como exemplo sua movimentação intelectual, moral, etc. E passe a copiá-los fielmente.

    Deveras, os meios televisivos também respondem por cargas de informações apresentadas de muita valia. Embora consciente do poder que possui, ela (a televisão) não poderia ser acusada de omissão cultural, pois para muitos, principalmente os mais necessitados, este é o único meio pelo qual o cidadão “conecta-se” com o mundo. Talvez para os mais interados as informações quanto a isso sejam apresentadas com relativa defasagem e até sob suspeitas, mas há de se considerar também as necessidades de um grupo menos escolarizados, conseqüentemente menos exigente.

    Portanto, postamo-nos diante de uma máquina extremamente delicada, que influencia-nos e dita nossos passos, porém, nos beneficia com informações e enredos que cabe somente a nós decidirmos por aceitar ou não.

 

 

Marcelo Emerson

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Escrito por marcelo.emerson às 00h49
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18/04/2007


 

DOIS OLHARES DIFERENTES DE UM PONTO

 

   Favor

 

  O estado de violência e insegurança no Brasil chegou numa situação insuportável há muito tempo (se é que podemos tolerar algum ato de violência), após os últimos acontecimentos, como o do garoto João Hélio, arrastado por um carro no Rio de Janeiro e a estudante de 13 anos, baleada em Moema, a sociedade civil como um todo clama insistentemente por providências e justiça.

  A situação de barbárie no país pode até ser comparada até aos tempos mais remotos, com a era dos primitivos, onde o ser humano não raciocinava o bastante para estabelecer conceitos, regras e até seus direitos e deveres.

  A sensação de medo e a certeza de que os criminosos não serão punidos, trás à tona o debate sobre a pena de morte.

  No caso dos criminosos, incluem todos, de assaltantes a políticos corruptos, sem restrição.

  A punição com a perda da própria vida não faria com que esses crimes findassem, mas atenuaria o caos constante em nossas vidas.

 

 Contra

 

  A implantação da pena de morte em países subdesenvolvidos como o nosso seria uma terrível alternativa. Mesmo em países considerados de primeiro mundo, com baixos índices de violência, esta opção não se tornou eficaz, não alcançaram os resultados como se pretendiam os especialistas no assunto.

  Exemplo claro, é o dos Estados Unidos da América, onde em alguns estados, é vigorante a pena de morte e a criminalidade foi reduzida muito pouco, e a fila para cadeira elétrica só aumenta.

  Não existe e não existirá um povo ou uma sociedade, sem crimes e sem violência. O que os governantes podem fazer para combater essa situação é investir o máximo de recursos em cultura, lazer, esportes e, sobretudo em educação.

  Como diria o senador Cristovam Buarque em sua campanha para presidente em 2006, “se você quer imaginar como será o seu país daqui a 25 anos, basta olhar para a educação que suas crianças estão tendo agora”.

  O investimento em educação evitaria muito o gasto com a população carcerária e o exército de policiais ineficientes que existem hoje no Brasil. Então essa forma de punição, só impulsionaria as mortes de negros e pobres, pois são os maiores prejudicados quando se trata de escolaridade e oportunidades em nosso país.  

 

 

  Marcelo Emerson                                                                                                                             

Escrito por marcelo.emerson às 00h48
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18/03/2007


NÃO AGÜENTO MAIS

 

  A vida está ficando muito conturbada, coisas que ontem simplesmente não existia, hoje já passou a encher o saco.

  Sempre que alguém diz as coisas que não agüentam mais, sempre dizem do trânsito, das chuvas, do calor, das notícias ruins e do trabalho. Então digo, que eu, Marcelo Emerson, não agüento mais ouvir isso também.

  Não agüento mais as contas para pagar, contas de luz, de água, garagem, telefone, cartão de crédito e principalmente os boletos da universidade.

  Não suporto mais ter aulas de moto para tirar a habilitação letra A, todo o sábado de manhã, não agüento mais o cansaço adquirido com o esforço do trabalho e dos estudos.

  Como está difícil viver longe dos meus amigos, mesmo sabendo que eles moram tão perto, como está difícil ficar longe dos meus cd’s, da minha moto, dos meus filmes prediletos, dos meus livros, lê-los sem o compromisso de fazer nenhuma reflexão obrigatória. Ler por ler.

  Difícil também está sendo administrar o tempo, quem inventou que para tudo deve ser feito em tempo estipulado?

  Tempo para dormir, para comer, para se divertir, para estudar, para namorar, em filas no banco, na biblioteca, no motel, nas noitadas.

  Não agüento mais ouvir sempre os mesmos assuntos, do Bush, do Lula, de tragédias, do dólar, do aquecimento global. Não que isso não seja importante, mas haja paciência.

  Gostaria de escrever esse texto sem mencionar os programas da tevê, mas é impossível. Quanta coisa ruim ao mesmo tempo. O dinheiro gasto com inúmeros medicamentos antivômitos não é moleza.

  Não tolero gente sem educação, que te tomam a palavra, gente que não tem “simancol”, gente de direita, gente passiva e que se preocupa com pequenas coisas.

  Não suporto mais cerveja quente, comida fria, pessoas que nos bares, cantam “parabéns” sem saber quem é o aniversariante, detesto internet discada, promoções, menstruação da namorada atrasada, ver o Corinthians perder todo final de semana, e olha que eu nem acompanho o futebol assim tão de perto.

  Ouvir falar em um tal de TCC então, estraga o meu dia. Será que estou ficando velho?

  Sei que isso não vai durar para sempre, é só uma fase, e minha opinião quanto a esses assuntos com certeza irá mudar.

  Isso não é nada comparado as dificuldades que já passei em toda a minha vida, isso foi só um desabafo. O mais importante é saber que tudo isso pode ser superado e transformado.

  Sinceramente, isso é o mais importante.

 

  Marcelo Emerson

 

 

 

 *Para compreender melhor o texto, ouvir a canção “Metamorfose Ambulante” de Raul Seixas.

 

Escrito por marcelo.emerson às 13h00
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13/03/2007


OS VERDADEIROS IGNORANTES

 

    Na semana em que o presidente George W. Bush visitou o Brasil, alguns colegas de onde eu trabalho fizeram algumas reflexões e comentários muito infelizes sobre a manifestação ocorrida em 8 de março, na avenida Paulista.

    O comentário principal foi o seguinte: “só brasileiro mesmo para fazer manifestações e protestos para um presidente que nem é o dele, esses ignorantes”.

    Esse pessoal que se considera classe média é um problema, se acham conhecedores de todos os assuntos e acham que podem sair por aí dando suas opiniões sem qualquer tipo de embasamento.

    Na verdade não passam de pedantes, que têm como o centro de suas informações, a Folha de São Paulo, a revista Veja e Jornal Nacional da tevê Globo, engolindo e vomitando tudo o que vê.

    O que eles não sabem, é que em todos os países por onde a comitiva de Bush passa, os protestos se intensificam cada vez mais, cresce cada vez mais o sentimento antiamericano no mundo.

    Poderia citar vários motivos que contribuem para esse sentimento aumentar, mas citarei apenas alguns, que para mim são suficientes para gritar bem alto, FORA BUSH!!!

    Boicotou o protocolo de Quioto, mentiu sobre as armas de destruição em massa no Iraque, atropelou as Nações Unidas, criou o conceito de “guerras preventivas”, apoiou o golpe contra um governo eleito pelo povo, na Venezuela e sem contar com os prisioneiros que mantém, sem acusação formal na base de Guantânamo, em Cuba.

    George W. Bush e seus correligionários representam tudo que há de mais retrogrado no campo das idéias e das ações, atrasam o desenvolvimento em vários setores do mundo, sempre em busca de aumentar o poder de capital, custe o que custar.

    Invasões desmedidas, fome no continente africano e dependência total dos países em crescimento, são suas armas mais poderosas. Tudo em troca do que?

    Não existe nenhum tipo de preocupação dessa classe com os povos do hemisfério sul, as pessoas desses países, não só podem, como devem expressar toda sua indignação quanto à política desse sujeito.

    Para os que só pensam no próprio umbigo, aqueles “desocupados profissionais” na avenida Paulista são ignorantes, mas para os que não toleram injustiça em nenhum local do mundo, eles são o reflexo de um povo que já não agüenta mais e lutam por mudanças, uni-vos.

 

Marcelo Emerson

Escrito por marcelo.emerson às 01h17
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28/02/2007


   PROJETO 5 ZONAS DE GRAFFITI LEVA PERSPECTIVA AOS JOVENS DE CIDADE TIRADENTES

 

   Com a aprovação de um projeto apresentado ao Governo do Estado, de acordo com o PAC (Programa de Ação Cultural), o Centro Cultural Arte em Movimento iniciou o 5 Zonas de Graffiti. O trabalho se desenvolve na construção de painéis no formato de história em quadrinhos através de pinturas com latas de spray.

   Assim como nos tempos mais remotos, quando o homem já deixava gravado em paredes ou rochas, seus pensamentos, suas lutas e manifestações na forma de pinturas com folhas e até mesmo com gorduras de animais, nossa geração desenvolve quase o mesmo processo. Atualmente o ser humano civilizado deixa em espaço público sua fala às multidões por um dos meios de comunicação mais democráticos, o graffiti. Até então, o vestígio mais fascinante deixado pelo homem através dos tempos em sua passagem pelo planeta foi, a produção artística. Acreditando que por meio da arte e da cultura, as crianças e os adolescentes possam ter mais oportunidades para avançar contra as desigualdades sociais e um meio de capacitação profissional, o projeto 5 Zonas de Graffiti desenvolveu o primeiro painel que começou no dia 23 de fevereiro e foi até o dia 2 de março, numa travessa da Avenida dos Metalúrgicos, no bairro Cidade Tiradentes.

   A novidade ficou por conta de um grupo de atores, que ao mesmo tempo em que os grafiteiros desenhavam, eles se apresentavam no mesmo espaço interagindo com a comunidade. "Fazendo com que a população se sentisse dentro da história", disse o grafiteiro e voluntário, que optou em não dizer o nome, conhecido por todos somente como "Kadu".

   Os trabalhos ficam por conta de um grafiteiro experiente e reconhecido, como Antonio Duque, o "Tota" e mais quatro estagiários que buscam aprimorar suas capacidades artísticas e técnicas.

   Segundo um dos colaboradores do centro cultural que o Jornal Cidadão conversou, o objetivo principal dessa iniciativa é a proposta de integração do teatro ao graffiti, tendo o jovem como protagonistas de suas ações, transformando suas idéias e suas reindivicações através de esguichos de tintas coloridas.

   O próximo painel ainda não tem data e nem local definidos, mas, os planos é que o segundo seja no bairro de Capão Redondo, outra região carente na zona sul da cidade.  

   Marcelo Emerson

Escrito por marcelo.emerson às 02h10
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25/02/2007


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Escrito por marcelo.emerson às 17h05
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